João Navarro nasceu em Lisboa, em 1979, e passou a infância entre a Parede e Cascais.

Entre 1990 e 1994, deu os primeiros passos na música, explorando um piano vertical antigo que a família tinha em casa.

Ao testemunhar este entusiasmo pelo piano, a mãe de João sugeriu que este contactasse um vizinho pianista para ter as primeiras aulas. João Navarro seguiu o conselho e começou a ter aulas de piano com o vizinho, que era, afinal, um pianista que tinha acabado o curso superior de piano e tinha feito a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, António Neves da Silva.

 

O gosto pelo blues surgiu com a primeira oportunidade de integrar a banda onde o irmão, António Pedro, já tocava com Manuel Portugal, Miguel Lima e Luís, a Rebel Blues Band. O deslumbramento pelo blues, pelo jazz e pela improvisação ia crescendo a cada contacto com a música.

Com a Rebel Blues Band vieram as primeiras experiências de palco: Johnny Guitar, Bafo de Baco, Adrenalina, Voz do Operário, as noites de quinta-feira na Pérola de Santos e mais algumas experiências em festivais e concentrações, às vezes nas primeiras partes da banda Rockabilly Jack & os Estripadores – na altura ainda com os amigos Miguel Mocho, Gito Lima e Zé Pedro.

Em 1997, João Navarro passa a residir em Coimbra. É na cidade dos estudantes que nasce a sua primeira banda de originais: Capitães. Com os novos amigos, João Pedro e Flávio Tavares, começa também a cantar enquanto toca piano, dando voz às suas músicas e letras.

Foram muitos os concertos que marcaram o percurso dos Capitães: Aveiro, Coimbra, Lisboa, Guarda, Porto, Viseu, Açores, com passagens pela NTV, RTP, SIC, Antena 1 e RDP Internacional. Memoráveis foram as primeiras partes dos concertos de Xutos & Pontapés e de Blind Zero, na Semana Académica de Viseu.

Em 2003, os Capitães editam o primeiro álbum de originais: “Contratempo”.

É em 2005 que João Navarro dá início a um novo projecto de originais, Chauffeur Navarrus, com direcção musical de António Neves da Silva, com quem divide a autoria de canções como “Belga Adormecida”, “A12 – Corte de Cabelo”, entre outras, e que completam o repertório que já trazia de Capitães, mas com novos arranjos. Aos dois músicos juntam-se Guilha Marinho, Paleka, Sónia Castro e Carla Galvão.

Entre 2005 e 2008, a banda fez gravações com Francisco Rebelo, nos estúdios Nascer do Som, na Estefânia. Surgiam então as primeiras temporadas nos palcos do Casino de Lisboa e do Casino Estoril, entre outras passagens por vários pontos do país, como Águeda, Aveiro, Coimbra, Lisboa, Pombal, Porto, Tavira e Viseu.

Em 2012, João Navarro faz uma paragem e, em Viseu, conhece o pianista José Carmo. Durante cinco anos aprende, exercita e pratica novas técnicas e repertórios que permitem ganhar uma nova visão e abordagem ao piano, o que já tinha feito também em 2003 com a Professora Klara Pankovych.

Em Viseu, começaram a surgir novos originais e foram muitas as noites passadas a ensaiar, experimentando diferentes sonoridades com o amigo e baterista Nuno Pinto. Um duo piano-bateria, a que chamaram Navarru’s Stress Test, e no qual juntavam improvisações e adaptações de standards, numa sonoridade da qual existem poucos registos.

Já a viver em Lisboa, surge a oportunidade e o desejo de gravar o primeiro disco em nome próprio. Nasce assim, em 2021, o projecto e o conceito Limited Edition, uma edição limitada com produção de Nelson Canoa, que contou com o talento de músicos como Cícero Lee, Joel Silva, Guilha Marinho, Patrícias SA e Ricardo Pinto.